"Solidão a dois, de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo"
(Eu queria ter uma bomba- Cazuza)
Sobre a minha solidão a dois:
Para uma pessoa como eu, lembrar de você é simplismente pouco demais.
Prazeroso, mas ainda assim, pouco demais.
E então para finalizar essa história, busco as linhas.
Escrevo, e te eternizo em frases, parágrafos, versos. Poemas não, pois como você sabe, não tenho inspiração para tanto.
Te transformo em texto vivo, palpável, lido e eterno.
Eterno enquanto durar, mesmo que seja na forma de um papel qualquer, guardado no fundo de um relicário, afinal não sei se um dia chegarei a escrever um livro, mas se isso acontecer, você estará lá também.
Na forma de uma frase feita, um olhar perdido, uma velha piada, uma boa gargalhada e em momentos de silêncio.
No começo pensei que seriamos amor, mas nós nao fomos. Nem amor, nem paixão, nem pele, nem cheiro.
Depois percebi que mutuamente queriamos apenas companhia para enganar nossos silêncios, e nos convencer que não estávamos sozinhos.
Mas estávamos.
E foi tentando decifrar seus olhos que consegui entender que no começo só eu estive lá, depois veio você, até nos encontramos por algum tempo, mas logo vi que era tarde demais, eu já não tinha o mesmo sentimento.
Por isso nossa história não passou da superficialidade.
Onde na verdade nunca tivemos nada, a não ser a mesma vontade de não ficar sozinho.
E é por isso que escrevo sobre você, porque quando te transformo em letra é que te sinto pela primeira vez.
Não como ser presente na minha vida, mas como lembrança boa de tudo que nós porderiamos ser, mas não fomos!
Ps: Quem sabe um dia possamos nos encontrar ao mesmo tempo, e dessa vez já sabemos que é preciso marcar hora, e acertar o compaço dos corações!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008

Antes que seja tarde - Pato Fu
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Olha, não sou daqui, me diga onde estou.
Não há tempo, não há nada que me faça ser quem sou.
Mas sem parar pra pensar, sigo estradas, sigo pistas pra me achar.
Nunca sei o que se passa com as manias do lugar,
porque sempre parto antes que comece a gostar de ser igual.
Qualquer um.
Me sentir mais uma peça no final, cometendo um erro bobo, decimal.
Na verdade continuo sob a mesma condição,
distraindo a verdade, enganando o coração.
Pelas minhas trilhas você perde a direção.
Não há placa nem pessoas informando aonde vão.
Penso outra vez estou sem meus amigos e retomo a porta aberta dos perigos.
Na verdade continuo sob a mesma condição,
distraindo a verdade, enganando o coração!
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(Composição: John/Fernanda Takai/Tarcísio Moura)
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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Procuro nos búzios e no horóscopo o resto da minha dignidade. Tento ser mais cética, mais durona, mas sou totalmente tendenciosa quando alguma coisa diz que eu posso ser feliz.
É sempre mais fácil culpar o autosabotamento com signos do zodíaco ou algo que se preze, do que entender que você, independente de onde marte esteja neste exato momento, gosta de arrancar as próprias penas apenas para ver aonde dói.
Gosta de se cutucar para ver aonde sangra, aonde incomoda, que parte do seu corpo sente mais falta dele, em que momento do dia você perde a razão, fica sem ar, o porquê grita tanto internamente ao ponto que se deita exausta de tanta coisa que é sua, mas que você não sabe lidar, e por isso é fácil apelar para o impalpável e para todas as superstições existentes para que tirem a culpa que você carrega de querer tanto ser como os outros, mas não é.
O amor que tanto se proclama, dessa busca e espera infindável, “que chegue e será bem vindo, que será esperado” que some em alguns meses, que se sobrepõe na esquina por um outro qualquer, por essa falta, esse buraco no estômago, essa fome de se sentir amado, de se sentir querido, de se sentir seguro, quando amor é nada além da sensação de estar caindo e não saber onde se segurar.
E por isso eu culpo toda e qualquer manifestação esotérica, pelo meu amor volúvel que vai para qualquer pessoa que me desperte algo que valha terminar o dia, e sendo assim é mais fácil despejar em alguma coisa impalpável a minha incapacibilidade de ser como o resto das pessoas.
Porque eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre.
Porque eu sempre fui tocada pelas mais diferentes formas de vida e por qualquer frase um pouco mais inteligente, porque dói entender que a posição da lua não interfere no quanto eu morro um pouco todos os dias.
Porque eu acredito em tudo e isso de não descartar nada, me faz voltar para casa depois de me apaixonar a cada esquina, e querer uma pessoa só.
Eu me machuco pra saber onde dói, mas hoje sei exatamente que parte de mim sente mais falta dele.
Tudo.
(Autor - Paula G.)
Procuro nos búzios e no horóscopo o resto da minha dignidade. Tento ser mais cética, mais durona, mas sou totalmente tendenciosa quando alguma coisa diz que eu posso ser feliz.
É sempre mais fácil culpar o autosabotamento com signos do zodíaco ou algo que se preze, do que entender que você, independente de onde marte esteja neste exato momento, gosta de arrancar as próprias penas apenas para ver aonde dói.
Gosta de se cutucar para ver aonde sangra, aonde incomoda, que parte do seu corpo sente mais falta dele, em que momento do dia você perde a razão, fica sem ar, o porquê grita tanto internamente ao ponto que se deita exausta de tanta coisa que é sua, mas que você não sabe lidar, e por isso é fácil apelar para o impalpável e para todas as superstições existentes para que tirem a culpa que você carrega de querer tanto ser como os outros, mas não é.
O amor que tanto se proclama, dessa busca e espera infindável, “que chegue e será bem vindo, que será esperado” que some em alguns meses, que se sobrepõe na esquina por um outro qualquer, por essa falta, esse buraco no estômago, essa fome de se sentir amado, de se sentir querido, de se sentir seguro, quando amor é nada além da sensação de estar caindo e não saber onde se segurar.
E por isso eu culpo toda e qualquer manifestação esotérica, pelo meu amor volúvel que vai para qualquer pessoa que me desperte algo que valha terminar o dia, e sendo assim é mais fácil despejar em alguma coisa impalpável a minha incapacibilidade de ser como o resto das pessoas.
Porque eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre.
Porque eu sempre fui tocada pelas mais diferentes formas de vida e por qualquer frase um pouco mais inteligente, porque dói entender que a posição da lua não interfere no quanto eu morro um pouco todos os dias.
Porque eu acredito em tudo e isso de não descartar nada, me faz voltar para casa depois de me apaixonar a cada esquina, e querer uma pessoa só.
Eu me machuco pra saber onde dói, mas hoje sei exatamente que parte de mim sente mais falta dele.
Tudo.
(Autor - Paula G.)
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