quinta-feira, 11 de setembro de 2008





Gastando o mar.

Entre abraços e carinhos, o sol nasce, e me faz lembrar
da saudade que eu não senti, dos rostos em que eu não te procurei,
e dos olhos que eu nunca esqueci.
Olhos de oceano, que ganham o mundo.
Pois o mundo lhe pertence e você pertence a ele.
Ao mundo, e a todas as outras garotas que já te tiveram, que ainda te tem (mesmo em pensamento) e que ainda vão te ter.
Essas não sabem que você vai falar coisas bonitas e abraça-las com carinho enquanto vê o sol nascer.
Essas não sabem que você logos depois, vai sumir, e vai cair no mundo (cair no seu mundo).
E inundadas de sentimento, elas vão ter saudade, e vão te procurar em outros rostos, e um dia vão esquecer seus olhos.
Olhos, que eu nunca esquecerei, porque não sou como todas (por mais que eu me esforce).
Não acredito nas palavras bonitas, mas sinto o seu carinho o seu abraço e o seu beijo apaixonante.
Não que elas também não sintam, mas essas garotas tem sede do que virá, e dessa forma querem você nos planos para o futuro.Porém eu sei/sinto a sua necessidade de não ter apegos, que não é diferente da minha. Por isso quando você vai embora eu não me encho de saudade, nem me lamento de tristeza. Não me sinto metade. Pois olhando para o quintal de casa, vejo esse mar lindo, e lá encontro seus olhos, olhos de oceano em uma extensão, divina.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"Aquele que vêm ao mundo para nada pertubar
não merece nem consideração nem paciência"


(René Chanlapud Barbier)