Colocar os pés para fora da linha, sentir o frio que existe do outro lado, tocar com a ponta dos dedos a fronteira, e enfim, sair da toca.
É preciso que...
É preciso tantas coisas sabe, mas eu acho que a mais importante delas, no momento, é colocar os dedos pra fora, é pular a linha de olhos fechados como criança que é (quando não se pode mais ser) invencível, intocável, corajosa, como quem vive a vida sem a pretensão do grande amor (do amor sequer).
É preciso que se limpe a casa (a que fica aí dentro) e que faça as malas, e que não calce os sapatos.
É preciso tirar o resquício de velho mundo das roupas e dos móveis, tirar a poeira dos olhos e dos cabelos, colocar óleo nos joelhos (para que tudo funcione direito) o perfume atrás da orelha e enfim trancar a casa velha e o velho mundo para sempre.
É preciso muita coisa...
Uma delas é brigar com o comodismo, com o confortável, com o quentinho, e quando estiver pronto, que vá descalço, que sinta o frio do outro lado nas pontas dos dedos, que chegue de pé no chão do outro lado, e que o novo te seja bem vindo, pois merecido já é!
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Mais um da sessão: Antiguidades, rs*
Dedicado a minha grande amiga Karina Ploc.
- Adeus velho mundo!

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