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Eu quero todo clichê de um amor piegas com todas as cafonices devidas e anotações de declarações rasgadas em um papel qualquer.
Eu quero amor no seu sentido literal, doentio e devastador,que chegue causando buraco no peito e noite de insônia,perguntas não quistas de amores passados.
“Eu quero saber quem te levou pra cama e quem te deixou lá” e amaldiçoar seus ex-casos, rasgar suas fotos e tornar o seu quarto, um memorial do meu amor.
Sim, eu quero trilha sonora do Chico e “Último Romance” recitado, quase berrado ao pé do meu ouvido de manha, com a minha cara inchada e o seu bafo, com café da manha no Tentação do Mate e reclamações sobre a minha saia e o meu comportamento extremamente evasivo com os meus amigos.
Eu quero brigas, xingamentos altos e reclamações de vizinhos, quero andar pela praia quando eu estiver entediada e quero ser acordada de madrugada para apagar a luz da varanda. Eu quero amar até o amor cair doente, quase morto, implorando por liberdade e quero traumas, quero que ouçam nossas histórias e cansem do seu nome, mas antes de tudo, quero que você esteja lá para não me deixar acabar com o amor.
Eu quero a calmaria e o caos do relacionamento, quero a sinceridade e a dor de se amar com as entranhas, quero a paz e o ciúme suicida, quero o amor não inventado, mas acordando, de cara inchada, atrasado, de olheira, todos os dias. Do meu lado!
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