quarta-feira, 30 de julho de 2008

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Chegou tomando conta de tudo. Eu tentei quebrar suas regras, sair na noite, achar alguém legal para dividir minha vida e uma cerveja.
Mas ela não me deu chance.
A solidão me deixou em casa sábado a noite, vendo pela terceira vez o mesmo filme, pensando que isso tudo é muito injusto, e que sorte é como o amor, somente alguns tem.
E logo eu, que nunca fui dotada de sorte, teimo em querer o amor.
AMOR com letra maiúscula, que chegue gritando meu nome, acordando os vizinhos, e que não me deixe em casa sábado a noite vendo sozinha o mesmo filme pela terceira vez.
Mas a solidão conhece todos os cômodos da casa e a encontro onde quer que eu vá. Não que eu a procure, mas acho que ela gosta de deixar a sua grande entrada para o final, é sempre no fim da festa, no fim da conversa, no fim da música, e no fim do texto que ela gosta de aparecer para me torturar.
E aí está ela, gritando sua presença pela casa inteira (como se precisasse).
E aqui estou eu, usando as lembranças como esconderijo (como se adiantasse).

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