“Será que é difícil entender,
porque eu ainda insisto em nós?
Vem, vem meu amor... as flores estão no caminho.
Vem, vem andar comigo!”
Eu sei, é difícil sim entender porque eu ainda insisto em nós.
Eu digo que desisto dessa história, peço para que as amigas não falem mais de você, que deixem a lembrança do teu ser quietinho dentro de mim, para não despertar essa coisa, que nem sei como chamar alem de, sentimento temporariamente indefinido.
E falo que vou sair desse ciclo vicioso, que quero outra vida, longe, bem longe, dessa irrealidade toda que tenho vivido nos últimos meses.
Por fim, digo veementemente que estou cansada de todo esse bla bla bla, e então, nessa hora, fico procurando onde se escondeu a coragem (e a vontade) de te tirar da minha vida.
E antes que eu as ache, chega você, me dando bom dia, com essas palavras simples (que eu adoro).
Instantaneamente, em meio as olheiras, surge um sorriso gigante, fazendo desaparecer aquela velha e repetida historia de te esquecer.
E escrevo isso tudo, só porque eu queria gritar para que o mundo soubesse, que eu quero, quero muito que você seja real, e que você venha andar comigo.
Mas se esse texto soar baixinho, e esse negocio de gritar para o mundo não funcionar, nao tem problema, eu posso arrumar outro jeito de te dizer tudo isso. Mimica, sinal de fumaça ou código morse... quando eu encontrar a coragem, eu decido!
Mesmo nao sendo primavera, se você quiser andar comigo, as flores sempre vão estar no caminho.
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