Se deixou acreditar pela forma com que eu ando,
Pela fúria com que eu balanço a cabeça
Pelos amigos que me rodeiam
Com minhas andanças por lugares diferentes
Pela cidade deixada para trás.
Acreditou na forma com que eu me viro
E no meu vício pelo trabalho
Na minha coragem para ir embora
Em todos os palavrões que eu digo
Acreditou na minha adorada liberdade
E na minha falta de paciência para abservar o tempo passar,
Viu de perto o jeito que eu lido com as coisas, e com as pessoas.
E percebendo assim que eu já tinha muito,
Acreditou na minha pseudo auto – suficiência
E em momento algum percebeu que o que eu queria era o braço por trás do ombro.
Uma saudade imensa de me sentir mulherzinha.
Coitado...
Não percebeu de fato que a menina cheia de fúria só quer ser sexo frágil.
Ás vezes...
(Paula G. adaptado para esse domingo triste)
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