terça-feira, 16 de dezembro de 2008



São 10:00 da manhã, e chove desde ontem.
Eu o queria do meu lado.
Impossível, eu sei.
Queria um telefonema então, ou uma mensagem de texto no celular bastaria.
Mas não, ele não aparece mesmo! Apenas no pensamento, mas desse jeito não vale!
São 11:00 da manhã, e chove desde ontem.
Isso me deixa na dúvida da veracidade daquele domingo lindo de sol, em que ele queria ir a praia, e eu só queria o escuro do quarto, o ar-condicionado a todo vapor, e muito hidratante nas minhas costas.
Não que eu seja a mais vaidosa das mulheres, o hidratante era apenas para aliviar a dor.
A dor do dia anterior, em que eu tentei ser um ser diurno, ir a praia, ver como as coisas e pessoas acordam pela manha.
Enfim, chego a conclusão de que o sol acorda forte, e por mais que o farmacêutico me diga que foi só uma queimadura leve, eu afirmo veementemente ser de 3º grau, e agora sei que tudo acorda bem, muito bem, menos eu.
São 11:20 da manhã, e ainda chove desde ontem.
O intervalo da minha paciência diminui, e isso me preocupa.
Ao lado dele eu era calma, segura, e quase me livrei do vício diário.
Mas sem ele, sou só a de sempre. Ansiosa, impulsiva, exalando café pelos poros.
Ele me ajuda a ser melhor, e preenche meus dias preguiçosos com bastante alegria.
Mas isso não basta, eu quero um: Bom dia, eu te amo...
... todos os dias e pra sempre.


Ps: Parece que li Cinderela antes de escrever isso! Éca, to mulherzinha mesmo! haha

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