quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Então é Natal!


Eu, uma Católica Apostólica Romana vejo o Natal como o dia em que todas as pessoas abrem seu coração para receber o carinho, o corpo para receber o abraço, a casa para receber a família e os amigos, mas abre especialmente a alma para receber a paz que o nascimento de Jesus Cristo vem nos trazer.
O Natal é uma data estratégica, pois nesse dia renovamos nossa fé em Cristo, e no amor das pessoas que nos cercam preparamos o espírito para o começo de mais um ano.
Ano esse que chega cheio de expectativas, sonhos e desejos.
Desejos...
São eles que nos movem! E o Natal assim como o ano novo também é cheio de desejos.
Por isso aí vão os meus:
Nesse dia especial, que os que tem fé, a renovem. Os que perderam, a encontrem novamente e os que não tem, a conheçam.
Que não me falte sorrisos nem palavras de carinho para dar aos que me rodeiam.
Mas especialmente, eu desejo que todas as pessoas abram sua vida, para que Deus as guie pelo caminho do amor e da sinceridade, pois Ele sempre me acompanha e eu gostaria que todos tivessem a oportunidade de senti-lo presente, assim como eu o sinto!

Um Feliz Natal para todos!


“É pra Te amar que eu estou aqui, pra te adorarE todo joelho se dobrará diante de Ti, ó meu Senhor.”

terça-feira, 16 de dezembro de 2008



São 10:00 da manhã, e chove desde ontem.
Eu o queria do meu lado.
Impossível, eu sei.
Queria um telefonema então, ou uma mensagem de texto no celular bastaria.
Mas não, ele não aparece mesmo! Apenas no pensamento, mas desse jeito não vale!
São 11:00 da manhã, e chove desde ontem.
Isso me deixa na dúvida da veracidade daquele domingo lindo de sol, em que ele queria ir a praia, e eu só queria o escuro do quarto, o ar-condicionado a todo vapor, e muito hidratante nas minhas costas.
Não que eu seja a mais vaidosa das mulheres, o hidratante era apenas para aliviar a dor.
A dor do dia anterior, em que eu tentei ser um ser diurno, ir a praia, ver como as coisas e pessoas acordam pela manha.
Enfim, chego a conclusão de que o sol acorda forte, e por mais que o farmacêutico me diga que foi só uma queimadura leve, eu afirmo veementemente ser de 3º grau, e agora sei que tudo acorda bem, muito bem, menos eu.
São 11:20 da manhã, e ainda chove desde ontem.
O intervalo da minha paciência diminui, e isso me preocupa.
Ao lado dele eu era calma, segura, e quase me livrei do vício diário.
Mas sem ele, sou só a de sempre. Ansiosa, impulsiva, exalando café pelos poros.
Ele me ajuda a ser melhor, e preenche meus dias preguiçosos com bastante alegria.
Mas isso não basta, eu quero um: Bom dia, eu te amo...
... todos os dias e pra sempre.


Ps: Parece que li Cinderela antes de escrever isso! Éca, to mulherzinha mesmo! haha

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

(...) conhecimento acumulado serve para cozinhar, não gastar mais do que ganha, abrigar-se no inverno, respeitar alguns limites, saber para onde vão certas linhas de ônibus e trem. Entretanto, acredita que seus amores passados lhe ensinaram a amar melhor?
Ensinaram-me a saber o que desejo.
Não perguntei isso. Os seus amores passados lhe ensinaram a amar melhor o seu marido?
Ao contrário. Para poder entregar-me completamente a ele, tive que esquecer as cicatrizes que outros amores deixaram. É disso que o senhor está falando?
Para que a verdadeira energia do amor possa atravessar sua alma, ela tem que encontrá-la como se você tivesse acabado de nascer.
Por que as pessoas são infelizes?
Porque querem aprisionar esta energia, o que é impossível. Esquecer a história pessoal, é manter este canal limpo, deixar que a cada dia esta energia se manifeste como deseja, permitir-se ser guiada por ela.
Muito romântico, mas muito difícil. Porque sempre esta energia está presa a muita coisa: compromissos, família, situação social...
... e depois de algum tempo, desespero, medo, solidão, tentativa de controlar o incontrolável. Segundo a tradição das estepes, chamada Tengri, para viver com plenitude, era preciso estar em constante movimento, e só assim cada dia era diferente do outro, como os nômades, que não tinham passado, apenas presente, e por causa disso sempre eram felizes - por causa dos governantes, hoje perderam sua força.
Ninguém hoje em dia, pode passar suas vidas viajando.
Não podem viajar fisicamente. Mas podem fazer isso no plano espiritual. Ir cada vez mais longe, distanciar-se da historia pessoal, daquilo que nos forçaram a ser.
O que fazer para abandonar a história que nos contaram?
Repeti-la em voz alta, nos seus menores detalhes. E à medida que contamos, nos despedimos do que já fomos, e abrimos espaço para um mundo novo, desconhecido. Repetiremos esta história antiga algumas vezes, até que ela já não seja importante para nós.
Só isso?
Falta um detalhe: à medida que os espaços vão sendo esvaziados, para evitar que nos causem um sentimento de vazio, é preciso preenchê-los rapidamente - mesmo que seja de maneira provisória.
Como?
Com histórias diferentes, experiências que não ousamos ter, ou que não queremos ter. Assim mudamos. Assim o amor cresce. E quando cresce os amor, crescemos com ele.
Isso também significa que podemos perder coisas importantes.
Jamais. As coisas importantes sempre ficam - o que vai embora são as coisas que julgávamos importantes, mas são inúteis - como o falso poder de controlar o amor.


(Trecho de : O Zahir - Paulo Coelho)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Se deixou acreditar pela forma com que eu ando,
Pela fúria com que eu balanço a cabeça
Pelos amigos que me rodeiam
Com minhas andanças por lugares diferentes
Pela cidade deixada para trás.
Acreditou na forma com que eu me viro
E no meu vício pelo trabalho
Na minha coragem para ir embora
Em todos os palavrões que eu digo
Acreditou na minha adorada liberdade
E na minha falta de paciência para abservar o tempo passar,
Viu de perto o jeito que eu lido com as coisas, e com as pessoas.
E percebendo assim que eu já tinha muito,
Acreditou na minha pseudo auto – suficiência
E em momento algum percebeu que o que eu queria era o braço por trás do ombro.
Uma saudade imensa de me sentir mulherzinha.
Coitado...
Não percebeu de fato que a menina cheia de fúria só quer ser sexo frágil.
Ás vezes...


(Paula G. adaptado para esse domingo triste)